No dia 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, a Dra. Josiane Marchioro abre gratuitamente ao público o método que aplica no ambulatório de tabagismo. Você pode encaminhar seus pacientes — e temos o material pronto para isso.
Cardiologista, oncologista, pneumologista, neurologista, endocrinologista: em todas essas agendas há pacientes tabagistas cuja doença de base melhoraria mais com a cessação do que com qualquer ajuste terapêutico disponível. Você diz isso na consulta. O paciente concorda. E volta seis meses depois ainda fumando.
Não é falta de adesão nem desinteresse. É que entre a orientação da consulta e a execução no dia a dia existe um vão enorme — a preparação para a data de parada, o manejo dos gatilhos, o acompanhamento da abstinência nas primeiras semanas, o suporte no momento em que a fissura aparece às onze da noite. Esse vão não cabe em uma consulta de rotina, e na maior parte das cidades não há para onde encaminhar.
Mentalidade de Não Fumante é um protocolo estruturado de cessação que combina abordagem cognitivo-comportamental com manejo farmacológico conduzido por médico. Ele parte do princípio de que a dependência ao tabaco se sustenta em três eixos simultâneos, e de que tratar apenas um deles explica boa parte das recaídas precoces.
Avaliação do grau de dependência (Fagerström), reconhecimento precoce da fissura, manejo dos sintomas de abstinência e adesão à terapia de reposição de nicotina ou à farmacoterapia prescrita.
Automonitoramento do consumo por 24 horas, identificação dos gatilhos ambientais e sociais e intervenção sobre cada um deles — reduzir, eliminar ou modificar.
Trabalho sobre motivação intrínseca, autoeficácia, crenças limitantes e reconstrução de identidade — o componente que sustenta a abstinência depois do terceiro mês.
Não é substituto de consulta, de prescrição nem de acompanhamento clínico. Toda farmacoterapia é indicada e acompanhada por médico. O aplicativo é a camada de execução diária entre as consultas: aplica os instrumentos de avaliação, organiza as etapas no tempo certo, registra a evolução e mantém um canal de suporte clínico ativo.
Os instrumentos aplicados incluem Fagerström, HADS, cálculo de carga tabágica em anos-maço, avaliação de sintomas respiratórios e histórico de tabagismo — com os resultados disponíveis para a equipe que acompanha o paciente.
A aula do dia 29 de agosto é gratuita, online e ao vivo. Basta o paciente se inscrever pelo link. Use o texto abaixo como quiser — por WhatsApp, no grupo de pacientes, impresso na recepção ou dito na própria consulta.
Os participantes dos programas do Mahout passam por consulta médica individual, na qual se define a estratégia de parada e, quando indicada, a farmacoterapia. Estamos ampliando o corpo clínico com médicos interessados em atender esses pacientes.
O perfil que procuramos: médico com registro ativo, interesse ou experiência em cessação do tabagismo, disponibilidade para teleconsulta e disposição para seguir o protocolo do programa, com autonomia clínica preservada em cada caso.
Ainda não temos cadastro automatizado para isso. O caminho é falar diretamente com a equipe — usando os canais abaixo, com uma breve apresentação e o seu CRM.
Para solicitar material de encaminhamento, propor uma ação conjunta na sua instituição ou se candidatar ao corpo clínico.
Canal mais rápido. Identifique-se como profissional de saúde na primeira mensagem para que a conversa seja direcionada corretamente.
(41) 98373-3521Para candidatura ao corpo clínico, envie uma breve apresentação, sua especialidade e o número do CRM.
contato@mahout.com.brHospitais, ambulatórios, clínicas e sociedades de especialidade que queiram organizar uma sessão para seus pacientes ou equipes podem falar conosco pelos mesmos canais.
Propor uma açãoPneumologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, com RQE em Pneumologia, e Doutora em Pneumologia pela Universidade Federal de São Paulo. Pesquisadora nas áreas de tabagismo, DPOC e reabilitação pulmonar, dedica-se há mais de doze anos à cessação do tabagismo, no serviço público e em consultório.
O método MNF nasceu dessa prática: da observação sistemática de onde exatamente as tentativas de cessação falhavam e do que precisava existir entre uma consulta e outra para que o resultado se sustentasse.
“O problema nunca foi falta de vontade do paciente. Foi falta de um método que desse conta dos três eixos ao mesmo tempo.”
Dra. Josiane Marchioro CRM-PR 22008 · RQE 231Leva menos de um minuto encaminhar o link a um paciente. Para muitos deles, pode ser a primeira vez que alguém explica por que as tentativas anteriores falharam.