Black Friday do Mentalidade de Não Fumante: live gratuita com a Dra. Josiane, sexta, 30/10, às 20h30 Entrar na lista →
Mahout Lista da Black Friday
O método

A dependência do cigarro não é uma só. São três, ao mesmo tempo.

Tratar apenas uma delas é a explicação técnica para quase toda recaída, e o motivo pelo qual adesivo sozinho, força de vontade sozinha e informação sozinha não sustentam o resultado.

Por que o nome Mahout

Quem decide parar e quem acende o cigarro são duas pessoas diferentes dentro de você

Mahout é o nome dado ao condutor do elefante. A imagem descreve com precisão o que acontece na sua cabeça: uma parte racional que planeja e decide, e uma parte automática, muito maior e muito mais forte, que executa a maior parte do que você faz sem pedir licença.

A parte racional responde por cerca de 10% das decisões e gasta muita energia, por isso não pode cuidar de tudo. A parte automática responde pelos outros 90%: é ela que te faz dirigir no piloto automático, comer sem perceber e acender um cigarro com o telefone na outra mão.

A nicotina se instala na segunda. Libera dopamina em quantidade e sequestra o sistema de recompensa. E o cérebro, que é uma máquina de prever, passa a associar o cigarro a tudo que estava por perto: o café, o telefone, o carro, a discussão no trabalho. A nicotina sai do corpo em duas ou três horas. A associação fica.

É por isso que os três caminhos mais comuns falham

Racionalizar é apresentar estatística de câncer para a parte que não processa argumento: é ensinar lógica ao elefante. Apostar na força de vontade é transformar o processo em um cabo de guerra entre uma parte pequena e uma parte enorme; o elefante ganha. Usar só adesivo resolve um pilar e deixa os outros dois intactos.

O método existe para transformar o cabo de guerra em outra coisa: quando as duas partes apontam para o mesmo lado, não há mais resistência diária.

Os três pilares

O que precisa ser tratado, e em que ordem

Cada pilar tem um conjunto próprio de habilidades. Falhar em um deles produz um tipo diferente de recaída, em um momento diferente do processo.

Dependência química

A nicotina não é a substância que mais adoece no cigarro, mas é a que prende. Define os primeiros dias: quem não sabe o que esperar da abstinência interpreta cada sintoma como fracasso pessoal e desiste antes da segunda semana.

  • Entender como a nicotina age e quanto dura cada sintoma
  • Reconhecer irritabilidade, sono alterado, apetite e tristeza como sintomas esperados
  • Identificar a fissura no início: intensa, parece incontrolável, dura poucos minutos
  • Usar o apoio farmacológico prescrito sem interromper no primeiro incômodo

Dependência comportamental

Todo hábito tem quatro partes: estímulo, desejo, ação e recompensa. A expectativa do cigarro já libera dopamina antes da primeira tragada. Por isso o trabalho começa antes do desejo, e não durante.

  • Observar a própria rotina por 24 horas, registrando cada cigarro
  • Separar os cigarros por necessidade dos fumados no automático
  • Aplicar a técnica REM a cada gatilho: reduzir, eliminar ou modificar
  • Dificultar o acesso ao cigarro e combinar com os fumantes próximos

Feito com consistência, o automatismo perde força em cerca de 28 dias. É daí que vem o formato do programa.

Dependência psicológica

É o pilar que decide o terceiro mês em diante. Quem trata só os dois primeiros passa meses se segurando, e um dia, num momento ruim, se solta. A diferença entre “estou sem fumar” e “eu não fumo” é o que este pilar constrói.

  • Encontrar o motivo real, não o motivo aceitável de dizer em voz alta
  • Lidar com estresse, tristeza e ansiedade sem o cigarro
  • Desmontar as crenças: “o cigarro me acalma”, “eu não sou capaz”, “é o meu único prazer”
  • Construir autoeficácia a partir de pequenas vitórias verificáveis

A regra que resume tudo

Quem não aprende a lidar com o Pilar 1 falha de cara. Quem não aprende a lidar com os Pilares 2 e 3 falha depois. É por isso que o método não permite pular etapa.

A sequência

As quatro etapas do método MNF

Cada etapa só faz sentido depois da anterior. É uma construção, não um cardápio.

Fumante superconsciente

Você compreende em detalhe o mecanismo dos três pilares. Deixa de ser alguém que fuma e passa a ser alguém que entende exatamente o que está acontecendo consigo.

A lógica dos dois cérebros

Você reconhece, em tempo real, quando está agindo pela parte racional e quando está no automático, e sabe qual ferramenta usar em cada caso.

Identidade de não fumante

A virada de chave: as duas partes deixam de disputar e passam a apontar para o mesmo lado. Não é mais resistência diária, é identidade.

Planejamento

Um plano detalhado e datado de como agir para ficar sem o cigarro: antes da parada, no dia, na primeira semana e nos meses de manutenção.

Na prática

O que você efetivamente faz

Cada ferramenta resolve um problema específico. Todas acontecem dentro do aplicativo, no dia em que fazem sentido.

Motivo intrínseco

Você escreve cinco motivos reais, pontua cada um de 1 a 10 e aprofunda os dois mais fortes com três “por quê” encadeados, até chegar à raiz. Não é a resposta que se dá ao médico: é a que segura você às onze da noite.

Observação da rotina

Vinte e quatro horas registrando cada cigarro e classificando: precisava de nicotina ou foi automático? Quase todo mundo se surpreende com a proporção.

Técnica REM

Gatilho por gatilho: reduzir, eliminar ou modificar. Um bloqueio treinado antes de a vontade chegar, e não improvisado no momento em que ela chega.

Padrinho ou madrinha

Alguém que sabe da sua decisão e a acompanha. Somos especialistas em quebrar promessas feitas só para nós mesmos; assumidas diante de outra pessoa, elas passam a custar caro demais para serem quebradas.

O Dia D

Data marcada com até duas semanas de antecedência, com estratégia definida, abrupta ou gradual conforme o seu grau de dependência, e véspera preparada: kit montado, gatilhos revisados, cigarros restantes cortados e molhados.

Recursos para a fissura

Ela dura poucos minutos e volta mesmo meses depois. O que você faz nesses minutos é o que decide, inclusive rever, na hora exata, o motivo que você mesmo escreveu.

Diagnóstico primeiro

Instrumentos validados, aplicados antes de qualquer estratégia

Não existe um plano de parada genérico. O que define a estratégia, abrupta ou gradual, com ou sem apoio farmacológico, com que intensidade de acompanhamento, é o resultado dos testes.

Dependência alta não significa chance menor

Fumantes com alto grau de dependência à nicotina têm as mesmas chances de sucesso que os de baixa dependência, desde que o tratamento seja calibrado para o grau de cada um. É exatamente isso que o diagnóstico permite fazer.

As aulas

O método em quatro módulos

  • Módulo 1, Entender o terreno: meta SMART, motivo intrínseco, parada gradual ou abrupta, a lógica dos dois cérebros, o Pilar 1 e os sintomas de abstinência e fissura.
  • Módulo 2, Desarmar o automático: apoio medicamentoso, o Pilar 2, mapeamento de gatilhos, técnica REM, observação da rotina e preparação para o Dia D.
  • Módulo 3, Depois de parar: mentalidade de não fumante, o Pilar 3, as emoções, o papel real da força de vontade, crenças limitantes e autoeficácia.
  • Módulo 4, Sustentar a conquista: o valor das pequenas vitórias, como desconectar a mente dos sintomas, técnica DROP, respiração e o manejo de lapsos e recaídas.

“Recaída não é o fim do processo. É informação sobre onde o plano estava frágil, e o momento em que o acompanhamento precisa aumentar, não desaparecer.”

Dra. Josiane Marchioro

Parada gradual ou abrupta: a Dra. Josiane explica como a estratégia é escolhida.

Comece entendendo o que você está enfrentando

Na sexta, 30/10, às 20h30, a Dra. Josiane apresenta o método inteiro ao vivo e abre a Black Friday do Mentalidade de Não Fumante. Você não precisa ter decidido parar para participar.